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Que eu ande à procura, mas que tu me procures em todos os meus
caminhos.
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Que eu te chame pelo teu nome, mas que o meu nome esteja impresso na
palma das tuas mãos.
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Que eu grite por ti no meu desespero, mas que tu gemas dentro de mim com
o teu grito.
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Que eu tenha projectos para te apresentar, mas que tu me convides para
caminhar contigo e construir o futuro.
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Que eu te conheça e compreenda, mas que tu me conheças e compreendas
no mais íntimo do meu ser.
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Que eu fale de ti com sabedoria, mas que tu vivas em mim e te manifestes
a teu modo.
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Que eu te ame com todas as forças do meu coração, mas que tu me ames,
levando ao extremo o teu amor por mim.
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Que eu procure animar-me e fazer projectos, mas que o teu fogo arda
dentro dos meus ossos.
Porque, como poderia eu encontrar-te, chamar-te, e amar-te, se não
fosses tu o primeiro a procurar-me, a chamar-me e a amar-me?
O silêncio agradecido é a minha última palavra e o melhor processo de
te encontrar.
B. González Buelta