Partilhando...
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“Não tenho ouro nem prata, mas vou dar-te o que tenho” (Act.3,6). |
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Pedro nada tinha nas mãos. Que poderia ele dar àquele pobre homem, ali sentado sem poder andar? O que mendigava talvez fosse algo para matar a fome... alguns trocos para sobreviver àquela vida não vivida, feita de exclusão e sofrimento. Pedro dá-lhe tudo: a Pessoa de Jesus Cristo Vivo. Sim, aquele Jesus que é capaz de o levantar e fazer caminhar, renascendo assim à vida, e à vida nova em Cristo. Durante a Adoração Eucarística ocorreu-me este trecho dos Actos dos Apóstolos. Tal como Pedro, também eu, nada tenho para dar que possa ser mais importante que a Pessoa de Jesus Cristo Ressuscitado. |
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Por isso, resolvi partilhar o que me “vai na alma”, e como a boca fala do que o coração está cheio, falar-vos-ei de Cristo e da sua passagem ao longo de quase um ano de vida religiosa, e dos meus desejos para o amanhã. Comunicar por vezes é-nos difícil, talvez por medo de falarmos de nós e das nossas coisas, do que somos, sentimos e vivemos, mas torna-se ainda mais complicado falarmos de Jesus e da sua acção nas nossas vidas. No entanto vou tentar fazê-lo! Fiz a minha Primeira Profissão Religiosa no dia 29 de Outubro de 2006. No coração levava o desejo de ser totalmente de Jesus, de O testemunhar na missão que Ele me confiava, de ser Sua presença onde quer que me encontrasse, de viver a vida tal como ela é, entre alegrias e sofrimentos, entre conquistas e perdas, chorando porque não, mas sobretudo sorrindo, com os pés prontos para continuar a caminhar e o coração sempre aberto para amar ao jeito do Mestre. Hoje, parece-me que foi ontem que dei o meu “sim”. Dentro de mim brotam sentimentos de profunda gratidão a Deus, porque é Ele que é sempre fiel à aliança que comigo selou. E como pessoa humana que sou, também errei e erro, mas a Sua mão esteve e está sempre pronta para me levantar, o Seu olhar pronto para me perdoar e os seus braços prontos para me abraçar. Sinto alegria porque continua a surpreender-me nas pequenas, grandes coisas do dia a dia, onde vejo a Sua passagem na minha vida e onde o Seu projecto se realiza. Sai-me dos lábios um cântico de louvor ao jeito do Magnificat por cada momento vivido, mesmo os mais difíceis, sim, sobretudo estes, que me fizeram crescer, e que no momento talvez me tenha esquecido que também estes faziam parte daquele projecto de amor que Ele tem comigo. Desejo continuar a segui-Lo e a servi-Lo naqueles e naquelas que Ele vai colocando ao longo do meu peregrinar. Desejo amá-Lo com um amor exclusivo, com um coração verdadeiramente enamorado, e ao mesmo tempo aberto a todos, não permitindo fronteiras no amar ao modo d’Ele. Desejo ser na Igreja e no mundo semente de vida, sobretudo para aqueles que não “vivem”, cuja existência é repleta de tudo e cheia de nada, que não sabem parar, acolher, falar, sorrir e abraçar. Desejo dar Jesus Cristo Vivo, pois ouro
ou prata não tenho!... Aquele que te amou primeiro, te ama e te chama a
amar. Ir. M.ª Natália,pddm |
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