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Olá. Eu sou a Ir. M. Célia e tenho 24 anos.
No dia 10 de Fevereiro fiz a minha Profissão Religiosa na Congregação
das Irmãs Discípulas do Divino Mestre, em Roma, onde me encontro a viver
à dois anos. Cada vez que na vida se dá um passo
muito importante, é quase um dever olhar para o caminho feito até aqui e
“sonhar” o futuro... é isto que hoje quero partilhar neste espaço. Cresci numa família de raízes cristãs
e por isso foi muito natural para mim começar a frequentar a paróquia e
empenhar-me nas actividades que lá se faziam. Vivi na minha paróquia
experiências bonitas de amizade, de oração, de formação... Recordo
especialmente o caminho com o grupo de jovens, com o grupo de escuteiros,
com o grupo de catequese, pelos quais hoje dou graças a Deus! Precisamente como grupo de catequese,
quando nos preparávamos para celebrar o sacramento do Crisma, fizemos um
retiro na casa das Irmãs Discípulas do Divino Mestre. Mesmo que não
tenham sido elas a animar o nosso retiro, não pude deixar de reparar no
ambiente que ali se vivia, especialmente de silêncio, e com um gosto artístico
muito especial. Quase no final desse retiro uma das irmãs da comunidade
veio contar-nos a sua historia vocacional, porque quando se chega a essa
etapa, justamente nos perguntamos qual será o nosso lugar na Igreja, onde
nos quer o Senhor como colaboradores do seu Reino. Regressando à realidade quotidiana, sem
que eu soubesse que o meu catequista tinha dado o meu contacto às irmãs,
chegou-me a casa um convite para um encontro de jovens de um dia, naquela
mesma casa. O Senhor fez com que aquele fosse o primeiro de uma série de
retiros e encontros que me levaram a conhecer as Irmãs Discípulas... Foi
para mim uma verdadeira alegria descobrir que se podem por todos os meios
ao serviço do Senhor, inclusive a arte, para comunicar o Evangelho, a Boa
Notícia que é Cristo! No caminho de progressivo discernimento
chegou a hora em que o Senhor me disse claramente: Vem e segue-Me! Sei que fiquei sem palavras... mas não
podia não tentar responder ao seu convite. Depois de uma primeira experiência
de três semanas na Comunidade do Porto, decidi entrar na Congregação.
Era então Novembro de 2003. Hoje, passados cerca de cinco anos,
emiti os votos de castidade, pobreza e obediência. Sinto que é um grande
mistério e uma obra da misericórdia de Deus que para além da minha
pobreza e incapacidade – porque nada tenho de extraordinário ou de
melhor do que tantos outros jovens – o Senhor quer servir-se de mim para
anunciar que só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida para o mundo na
pessoa do Seu Filho Jesus, que só n’Ele encontram resposta os desejos
mais profundos do coração do homem, que só Ele basta, porque Ele é
amor e só o amor é tudo! Sei que a estrada não é só feita de
rosas... estou consciente que Jesus nos pede para pegar na cruz e para O
seguir, mas também sei que posso confiar n’Ele, entregando-lhe toda a
minha vida porque Ele, em primeiro lugar, pegou na cruz e deu a sua vida
por mim, para salvar-me, porque me ama... assim como sou. Ir. M. Célia |